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    Protesto em apoio do Iraque
    20 de Março de 2008
    Cerca das 11 horas da manhã de hoje, dia 20, a polícia tentou impedir que um grupo de pessoas colocasse faixas contra a guerra no Iraque em frente da embaixada dos EUA em Lisboa. Os activistas que ali se deslocaram – do Conselho da Paz, do Tribunal-Iraque, de Os Verdes e do Comité Mumia Abu Jamal – foram intimados a identificar-se, mas não cederam à pressão dos polícias e acabaram por pendurar, num viaduto fronteiro à embaixada, duas faixas onde se exigia a retirada das tropas ocupantes do Iraque e em que se evocavam os 5 anos de resistência do povo iraquiano. A acção insere-se num conjunto de actividades a levar a efeito por ocasião da data. (Mudar de VidaLigação externa)
    Soldado iraquiano mata dois militares EUA
    7 de Janeiro de 2008
    Um soldado iraquiano [do exército fantoche pró-estadunidense] abriu fogo contra militares dos EUA durante uma patrulha conjunta, em 26 de Dezembro último, matando um capitão e um sargento e ferindo outros 3 elementos estadunidenses da patrulha, assim como um intérprete civil que os acompanhava. Generais das tropas ocupantes disseram à Reuters que o atacante tinha ligações com os grupos da resistência sunitas. "Há alguma infiltração de resistentes no exército. Os disparos foram deliberados", disse um general iraquiano. Meios religiosos sunitas revelaram que o soldado fez fogo contra os militares estadunidenses depois de os ter visto a espancar uma mulher grávida. A tropa fez saber que este facto não está provado e que está em curso um inquérito. Reuters
    Unanimidade e cinismo
    20 de Dezembro de 2007
    Os iraquianos, seja qual for o seu partido, a sua etnia ou a sua religião, acreditam que a invasão militar dos EUA é que está na origem das violentas dissenções entre eles, e consideram que a retirada das "forças de ocupação" é a chave para uma reconciliação nacional. É este o resultado de um estudo encomendado no mês passado pelos militares estadunidenses. O cinismo está na conclusão que daí tiram os chefes militares dos EUA que, como sabemos, têm feito o possivel para acirrar essas divisões e têm o projecto confessado de retalhar o Iraque. Na sua análise concluem que o resultado daquele estudo é uma boa notícia porque "indica que os iraquianos ainda partilham algumas convicções que os ajudarão, quando for o caso, a suplantar as divisões que os levaram à guerra civil"... (baseado no Washington Post)
    "Exército iraquiano" volatiliza-se
    19 de Dezembro de 2007
    No seu relatório trimestral ao Congresso dos EUA, o Pentágono reconhece que o novo "exército iraquiano", por ele criado e treinado, perde 17% das suas tropas em cada ano. Atribui esse facto a "um elevado número de baixas e de deserções". Mais: para além da propaganda acerca de "uma evolução favorável" da situação militar, os chefes da ocupação estadunidense avisam que há graves problemas "políticos e económicos" por resolver - nomeadamente a famigerada lei do petróleo, que ainda não conseguiram implementar, nem sequer fazer passar no parlamento fantoche. (a partir da BBC NewsLigação externa)
    "Conflito" israelo-palestiniano?
    28 de Novembro de 2007
    As mais das vezes, aquilo que está a passar-se entre Israel e a Palestina é erroneamente referido como um "conflito". O que está errado no uso desse termo é que ele implica duas partes em pé de igualdade entrre as quais existe um desacordo. É certo que há um desacordo. Mas não é só porque Israel queira ser um Estado reconhecido e a Palestine discorde; é também porque os palestinianos querem ser livres de viver as suas vidas sem ocupação, sem sanções, sem pobreza e fome impostas, sem falta de cuidados de saúde e sem o medo constante de atiradores furtivos e de bombas. E, disto, Israel discorda. E, ao que parece, com o seu silêncio e a sua vista grossa quanto aos actos de Israel, o mesmo faz o resto do mundo. (Sarah Price, Window Into PalestineLigação externa)
    Israel no Darfur
    27 de Novembro de 2007
    "Os êxitos de Israel no desenvolvimento das suas relações com Estados da África Ocidental - em particular os que se situam na região do Sará confinante com Estados africanos árabes - vão trazer-lhe consideráveis ganhos estratégicos, que lhe permitirão suprir as debilidades estratégicas devidas à estreita faixa de Estados árabes que a rodeiam, pondo ao seu alcance o mundo árabe profundo, em pontos que os árabes não estão à espera..." Foram estas, em resumo, as palavras com que o chefe do Estado-Maior israelita, general Hayem Laskoff, descreveu a política do seu país relativamente ao continente africano. Uma política através da qual o papel de Israel se torna mais visível de cada vez que surgem conflitos abertos nas diferentes zonas, em particular depois da descoberta de recursos naturais como o petróleo ou o urânio naquele continente. O Sudão seria uma das pedras angulares desta estratégia, considerando o continuado esforço dos governos israelitas (desde o princípio dos anos '50 até ao fim do séc.XX) para conseguir um alicerce na região, seja ele no Sudão propriamente dito, seja na província sudanesa do Darfur. (A.H. As-ShimiLigação externa)
    As poeiras de urânio empobrecido
    27 de Novembro de 2007
    Diseram-lhe que o urânio empobrecido não era perigoso. Agora, 23 anos depois de ter fechado uma fábrica de armamento estadunidense, os trabalhadores e os habitantes sofrem de cancros, e os especialistas afirmam que os seus sofrimentos demonstram que o uso de tais armas é um crime de guerra. Há 50 anos, Tony Ciarfello e os amigos costumavam brincar nos terrenos de uma fábrica de armas de urânio empobrecido, em Colonie, um subúrbio de Albany, no estado de Nova Iorque... Agora os pulmões de Ciarfello têm manchas - uns estranhos tumores redondos que sobressaem 2 ou 3 centímetros. "Aparentemente, ninguém sabe o que são", diz. "Também tive um aneurisma cerebral provocado por algo como um tumor. Estou sempre cansado e há anos que tenho dores terríveis dentro dos ossos das pernas. Caio frequentemente e tenho problemas de coração". Ciarfello, 57 anos, cinco filhos, está incapaz de trabalhar há muitos anos. Parece muito mais velho...
    O professor Randall, da Universidade de Leicester, vai publicar em breve o resultado de 33 anos de estudos sobre o assunto. A contaminação do urânio empobrecido (DU) mantem-se radioactiva por milhões de anos e é impossível de erradicar, não só do ambiente como dos corpos das pessoas. (RINF.COMLigação externa)
    10 razões recentes para a inoperância da conferência de Annapolis
    27 de Novembro de 2007
    Aqui se apresentam 10 exemplos recentes de razões por que Israel está a mentir quando fala de paz. A poucos dias do começo da conferência de Annapolis, nada se alterou... o que indica que nada se irá alterar no futuro próximo... É triste, mas é verdade.
    1º Ver O bloqueio de Gaza fere os direitos educativos de 3.000 estudantesLigação externa, 23 de Novembro.
    2º Ver Aldeia palestiniana dizimada pelas demolições,Ligação externa 22 de Novembro.
    3º Ver Restrições labirínticas de movimentos na Margem OcidentalLigação externa, 22 de Novembro.
    4º Ver Idoso palestiniano morre em Gaza porque o exército israelita o impede de se tratar no estrangeiroLigação externa, 24 de Novembro.
    5º Ver Palestiniano morre de deficiência renal devido ao bloqueio de GazaLigação externa, 24 de Novembro.
    6º Ver Juventude palestiniana deposita poucas esperanças na próxima cimeiraLigação externa, 23 de Novembro.
    7º Ver Uma inesgotável reserva de prisioneirosLigação externa, 22 de Novembro.
    8º Ver Colonos israelitas afirmam que não se mexerão, resulte o que resultar de AnnapolisLigação externa, 24 de Novembro.
    9º Ver Factos acerca dos cortes de combustível e de electricidade de Israel em GazaLigação externa, 23 de Novembro.
    10º Ver O mito da paz no Médio OrienteLigação externa, 23 de Novembro.
    (desertpeace.blogspot.com)Ligação externa
    Solidariedade exemplar com a Palestina
    12 de Novembro de 2007
    O presidente socialista da Câmara de Paris, Bertrand Delanoe, acompanhado pela deputada PS Sandrine Mazotier, promoveu a instalação, num jardim daquela cidade, de um outdoor no mínimo indecente. Sob o título "Paris se mobilise pour" [Paris mobiliza-se a favor de], as fotos de três israelitas, com a indicação "detido desde tal data". Na realidade trata-se de 3 soldados do exército de ocupação israelita, detidos no Líbano e na Faixa de Gaza. A instalação foi inaugurada pelo primeiro-ministro de Israel, Olmert. Activistas do grupo CAJPO-Europalestine, de Paris, levaram a cabo uma acção de rua exemplar para denunciar esta escroqueria, afixando a denúncia no próprio outdoor, explicando publicamente todos os seus pormenores e levando, pendurados, cartazes com os nomes de alguns dos milhares de presos palestinianos e de dissidentes israelitas. Vejam aquiLigação externa o filme desta acção. Europalestine
    Irão acusa os EUA de treinar terroristas jihadistas
    31 de Outubro de 2007
    Numa entrevista de televisão, em 25 de Outubro de 2007, o ministro iraniano do Interior, Mostafa Pur-Mohammadi, acusou os Estados Unidos de terem instalado este ano campos de jihadistas no Afeganistão e no Iraque. Aí dariam formação de técnicas de terrorismo a mercenários recrutados nos meios sunitas extremistas. Alguns deles seriam enviados para o Irão, com a missão de desestabilizarem o país. VoltaireNetLigação externa
    França: um senador do PCF aprova o bombardeamento israelita do Líbano em 2006
    29 de Outubro de 2007
    31 de Outubro de 2007 - NDR: O senador Renar desmente a notícia a seguir e mandou retirar do servidor do CRIF as declarações que lhe são atribuídas. Afirma que, embora tenha realmente qualificado o Hezbollah de "terrorista", não apoiou o bombardeamento do Líbano por Israel. Ou seja, com uma mão alinha com o sionismo e com a outra desalinha. O problema é dele. (TMI-AP)
    O Conselho Representativo das Organizações Judaicas da França (CRIF) recebeu o senador Ivan Renar, do Partido Comunista Francês, em 10 de Outubro de 2007. Este declarou que "considera o Hezbollah não como uma organização patriótica libanesa mas como um grupo terrorista que actua por conta da Síria e do Irão"; e que "considera justificada a acção militar israelita do Verão de 2006, para fazer parar os bombardeamentos do Hezbollah contra cidades e aldeias de Israel", pode-se ler no websiteLigação externa da organização. VoltaireNetLigação externa
    EUA constroem embaixada-bunker no Iraque
    21 de Outubro de 2007
    A nova embaixada estadunidense, que está a erguer-se do pó na Zona Verde de Bagdade, baterá todos os recordes. Ocupa uma área de 42 hectares, tanto como o Vaticano, seis vezes a do complexo das Nações Unidas em Nova Iorque e dez vezes a da nova embaixada EUA em Pequim. Diz-se que é a maior embaixada jamais construída pelos Estados Unidos, com um custo previsto de 416 milhões de euros, mas que irá atingir os 525 milhões. Seguramente a mais cara de sempre. Devido a acabamentos não previstos de última hora a embaixada não foi inaugurada, como previsto, em Setembro passado; sê-lo-á no começo do próximo ano, dizem. Der SpiegelLigação externa / ReutersLigação externa
    "Uma ONU prostituída tolera violações dos direitos humanos da Palestina"
    20 de Outubro de 2007
    John Dugard, o observador para os direitos humanos enviado pela ONU aos teritórios palestinianos ocupados por Israel, interpelou a organização mundial, acusando-a de nada fazer para parar as graves violações dos direitos humanos dos palestinianos. Numa entrevista dada à BBC Sunday, Dugard disse que a ONU devia retirar-se do Quarteto de mediação para o Médio Oriente, a menos que eese grupo tome em consideração os direitos humanos dos palestinianos. Dugard disse que a fractura entre a Fatah, que é apoiada por Israel e pelo ocidente, e o Hamas, o movimento islâmico democraticamente eleito, está a ameaçar o direito do povo palestiniano à autodeterminação. Acrescentou que a ONU, em vez de alinhar com uma das facções, que é a Fatah, devia cumprir o seu papel de mediadora. Khalid Suleiman (artigo em inglês: palestine-info.co.ukLigação externa)
    "Países árabes são estações de gasolina"
    20 de Outubro de 2007
    Numa mesa redonda na Universidade de Stanford (EUA), o general reformado John Abizaid, ex-comandante do Centcom, disse que, "evidentemente", a guerra do Iraque "tem a ver com o petróleo, não podemos negá-lo". E acrescentou: "Nós tratámos o mundo árabe como um conjunto de grandes estações de gasolina". Este general já defendera anteriormente que os EUA deviam assegurar "uma presença militar a longo prazo no Iraque" para proteger "o livre fluxo de mercadorias e de recursos" tais como o petróleo, mas nunca fora tão claro em assumir publicamente que o petróleo é o principal motivo da guerra. thinkprogress.orgLigação externa / via uruknet.de
    700.000 palestinianos presos desde 1967
    12 de Outubro de 2007
    Segundo um relatório exaustivo elaborado por Abdul Nasser Farawna, ex-preso, especialista dos Assuntos dos Presos Palestinianos e responsável do serviço de recenseamento no Ministério dos Presos da Autoridade Palestiniana, o Estado de Israel raptou [prendeu] 700.000 palestinianos desde que ocupou os territórios da Palestina em 1967. O relatório declara também que Israel viola os direitos dos presos segundo as leis internacionais em vigor. Fawana escreve que "as prisões israelitas são túmulos para os presos palestinianos", privados dos seus direitos, torturados, isolados e sem acesso a cuidados de saúde. Islamway.comLigação externa
    Torturas em prisões palestinianas
    9 de Outubro de 2007
    Fontes próximas do Hamas revelaram que um apoiante do Hamas detido na prisão palestiniana de Al Jnaid, na cidade de Nablus, no norte da Margem Ocidental, foi hospitalizado no domingo depois de ter sido violentamente torturado pelos interrogadores. Vários outros prisioneiros foram recentemente hospitalizados devido a torturas em prisões palestinianas. As fontes declararam que Rashim al-Khattab, de 31 anos, foi transferido para o Hospital Rafidia, em Nablus. Testemunhas oculares informaram que al-Khattab foi levado para o hospital por homens da segurança palestiniana que lhe taparam a cara com um saco preto mas, por coincidência, o irmão dele estava no hospital e conseguiu identificá-lo pelas roupas. IMEMC NewsLigação externa
    Conversações da treta?
    9 de Outubro de 2007
    O fantoche afegão Karzai ofereceu aos talibãs "cargos importantes no governo como forma de pôr fim à resistência crescente" no país. A propaganda infamante sobre conversações de paz, tão eficaz para a mentalidade ocidental, é algo a que os afegãos parecem ser imunes. A Reuters informou-nos: "Karzai disse que o presidente dos EUA, George Bush, e ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apoiaram ambos a ideia de conversações de paz quando com eles se encontrou nos EUA, neste mês. O porta-voz dos talibãs, Qari Mohammed Yousuf disse à Reuters, em local não revelado, que as conversações com Cabul estão fora de questão". The Cat's DreamLigação externa / ReutersLigação externa
    Do Iraque à Birmânia: a hipocrisia
    9 de Outubro de 2007
    A "civilização" ocidental perdeu a vergonha. A hipocrisia tomou o seu lugar. Em 28 de Setembro, ouviu-se o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, na National Public Radio, falar da repulsa do povo britânico pela violência infligida pelo governo birmanês contra o seu povo. Mas Brown nada disse acerca da violência que o governo britânico está a exercer sobre os iraquianos e os afegãos. Também George Bush adoptou uma pose angélica quando declarou: "O mundo está a ver o povo da Birmânia ocupar as ruas para exigir a liberdade, e o povo estadunidense está solidário com essas pessoas corajosas". Bush e Brown não têm a mesma compreensão para com os que, no Iraque e no Afeganistão, exigem a liberdade e o fim da ocupação estrangeira das tropas estadunidenses e britânicas... Paul Craig Roberts, CounterpunchLigação externa
    Golfo contra divisão do Iraque
    1 de Outubro de 2007
    O Conselho de Cooperação do Golfo (de que fazem parte Bahrain, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos) manifestou-se contra a moção adoptada há dias pelo Senado dos EUA, por 75 votos contra 23 [texto aquiLigação externa], defendendo a divisão do Iraque em três entidades separadas. Abdul Rahman al-Attiyah, presidente do CCG, declarou que "esses planos de divisão só viriam complicar uma situação já de si complicada" e que essa moção teria, além disso, um "impacto negativo" na estabilidade regional e internacional. "Em vez de apelar à divisão, deviam preocupar-se com as causas da situação actual: a ocupação liderada pelos EUA, o sistema de separação sectária e étnica, a ausência da lei e da segurança e um governo paralizado", disse. Aswat al-IraqLigação externa
    Agora temos o artigo 41
    26 de Setembro de 2007
    Atravessaram os oceanos, sacaram dos seus biliões, sacrificaram os filhos... para "libertar" os iraquianos... mas o que nós, mulheres do Iraque, ganhámos com isso foi o artigo 41. Em 1959 o governo do Iraque alterou a Lei do Estado Civil. O seu artigo 118 foi incorporado na Constituição. Deu às mulheres do Iraque a mais avançada, até hoje, de todas as leis dos direitos das mulheres em todo o mundo árabe e islâmico. Não à descriminação salarial, não à descriminação vestimentária, as mães separadas conservam a guarda dos filhos enquanto estes forem pequenos, e tantas outras coisas que fizeram da comunidade feminina do Iraque uma das mais avançadas dos Estados árabes e islâmicos da região - desde então... Até sermos, agora, "libertadas". Agora temos o artigo 41. Em síntese, ele diz que devemos ir ter com chefe religioso e ele resolverá os nossos problemas. Porque é que perdemos os nossos direitos? Com que fim nos fizeram recuar até à idade das trevas? Inside Iraq (artigo completo aquiLigação externa)

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