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CAMPANHA PARA SALVAR UNIVERSITÁRIOS E CIENTISTAS IRAQUIANOS

Vem-se assistindo - desde que começou a ocupação militar do Iraque - a uma operação de assassinatos selectivos de professores universitários, cientistas e investigadores iraquianos, por comandos não identificados que os alvejam em casa ou à saída das faculdades. Fontes iraquianas ligadas às universidades contam já centenas de mortos, desaparecidos e exilados.

Sabendo nós que esta intelectualidade representa a parte laica e mais esclarecida sociedade iraquiana, não podemos deixar de pensar que se trata de um plano deliberado para (como disse James Baker em 1991) "fazer o Iraque regressar à Idade da Pedra".

Principais subscritores portugueses (até à data)
  • José Saramago, escritor, Prémio Nobel da Literatura 1998
  • Eduardo Lourenço, escritor
  • José Barata-Moura, reitor da Universidade de Lisboa
  • Lídia Jorge, escritora
  • Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP
  • José Manuel Mendes, presidente da Ass. Port. de Escritores

Juntando-se à iniciativa do BRussells Tribunal (Bélgica) e da CEOSI (Espanha), o TMI-AP pede a todos - em especial aos professores universitários, investigadores, intelectuais, associações e sindicatos desse sector, mas também às instituições universitárias enquanto tais - o seu APOIO URGENTE a esta campanha para salvar os universitários e cientistas iraquianos.

Nesta página inserimos:

  • o apelo "SALVAR OS UNIVERSITÁRIOS IRAQUIANOS"
  • a apelo para que universitários e Universidades estabeleçam laços de informação, intercâmbio e apoio com os seus colegas iraquianos
  • a lista dos professores universitários assassinados selectivamente que foram identificados e confirmados até à data
  • a lista dos principais subscritores a nível mundial
  • a lista dos principais subscritores em Portugal

PARA SALVAR OS UNIVERSITÁRIOS IRAQUIANOS

Prémios Nobel
Este Apelo já foi subscrito por um número impressionante de intelectuais e professores do mundo inteiro, incluindo quatro Prémios Nobel da Literatura.

A lista internacional dos principais subscritores deste apelo pode ser encontrada em:www.brusselstribunal.org
(clicar em "Principal endorsers of this campaign")

Um aspecto pouco falado da tragédia que assola o Iraque é a liquidação sistemática dos universitários do país. Mesmo as estimativas mais conservadoras calculam que 250 professores foram assassinados, e muitas centenas de outros desapareceram. Se se acrescentarem os milhares que têm vindo a fugir do país por temerem pelas suas vidas, verifica-se que o Iraque não só está a sofrer uma enorme sangria da sua inteligência, como a sua classe média laica - que se recusou a ser assimilada pela ocupação norte-americana - está a ser dizimada, com consequências a longo prazo para o futuro do Iraque.

Já em 14 de Julho de 2004, o jornalista veterano Robert Fisk noticiava a partir do Iraque: "O pessoal universitário suspeita de que existe uma campanha para privar o Iraque do seu corpo de universitários, com o objectivo de completar a destruição da identidade cultural do Iraque, que começou com a entrada do exército americano em Bagdade."

A vaga de assassinatos não apresenta critérios partidários ou sectários, visando indiferenciadamente mulheres e homens, e abrangendo todo o país. E atinge indiscriminadamente as diversas áreas do saber: professores de geografia, de história e de literatura árabe juntam-se aos cientistas na lista dos mortos. Nenhum indivíduo ligado a estes assassinatos foi preso.

Segundo a Universidade das Nações Unidas, foram incendiadas, saqueadas ou destruídas cerca de 84% das instituições de ensino superior iraquianas. O sistema educativo do Iraque era um dos melhores daquela região do mundo; um dos maiores trunfos do país era o elevado nível cultural da sua população.

Esta situação é um espelho da ocupação no seu todo: uma catástrofe de espantosas proporções que decorre num clima de criminosa impunidade. Como potência ocupante, e à luz do direito humanitário internacional, a responsabilidade última de proteger os cidadãos iraquianos, incluindo os universitários, incumbe aos Estados Unidos.

Com este abaixo-assinado queremos quebrar o silêncio.

  1. Apelamos às organizações de direito humanitário para incluírem estes crimes nos seus objectivos de acção.
  2. Exigimos uma imediata investigação internacional independente para confirmar estes assassinatos extra-judiciais. Essa investigação deverá também examinar a questão da responsabilidade para identificar claramente os culpados deste estado de coisas.
SUBSCREVA TAMBÉM ESTE APELO
enviando um e-mail para:
universitariosiraquianos@tribunaliraque.info

indicando:
NOME, ENDEREÇO E-MAIL, PROFISSÃO, INSTITUIÇÃO (se universitário) e LOCALIDADE

APELO À ACÇÃO CONCRETA

O BRussells Tribunal já começou a estabelecer uma rede de contactos e a despertar a opinião pública, e pode facultar informações e apoio às pessoas e aos grupos que se queiram mobilizar em torno desta questão.Clique aqui para mais informações
  1. Apelamos a todas as pessoas, especialmente aos professores e estudantes, para ajudarem a quebrar o silêncio que rodeia esta acção criminosa em curso e para apoiarem os professores iraquianos no seu direito e na sua esperança de viverem num Iraque independente e democrático, livre de ocupação ou dominação estrangeira.
  2. Instamos as instituições universitárias a declararem a sua solidariedade com as suas congéneres iraquianas.
  3. Instamos os professores, cientistas e investigadores a estabelecerem laços entre os professores iraquianos, no exílio ou no Iraque, e as universidades de todo o mundo.
  4. Instamos as organizações de estudantes a estabelecerem laços com as organizações estudantis iraquianas.
  5. Instamos os professores a mobilizarem os seus colegas, e todos os cidadãos empenhados, para tomarem em mãos a tarefa de salvar a riqueza intelectual do Iraque, organizando encontros, conferências, e fóruns em apoio dos universitários iraquianos.

Os universitários e intelectuais do mundo inteiro devem agir sem demora para salvar as vidas dos seus colegas do Iraque.